Segundo o INCA, cerca de 12 mil pacientes sofrem com essa doença no Brasil
Instituída pela OMS (Organização Mundial de Saúde) a campanha de alerta ao linfoma é representada pelo laço verde claro. Linfoma ou Doença de Hodgkin é um tipo de câncer que se origina no sistema linfático, conjunto composto por órgãos e tecidos que produzem as células responsáveis pela imunidade e vasos que conduzem essas células através do corpo.
O linfoma não Hodgkin (LNH) é um tipo de câncer que tem origem nas células do sistema linfático e que se espalha de maneira não ordenada. Existem mais de 20 tipos diferentes de linfoma não-Hodgkin.
No Brasil, as estatísticas são igualmente alarmantes. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima que para cada ano do triênio 2023/2025, sejam diagnosticados no Brasil 12.040 novos casos de linfoma não Hodgkin (6.420 em homens e 5.620 em mulheres).
O diagnóstico precoce é um fator determinante para o sucesso no tratamento de diversas doenças oncológicas, incluindo os linfomas. Com o avanço das tecnologias médicas, a identificação de linfomas em estágios iniciais tem se tornado cada vez mais precisa, o que, consequentemente, aumenta as chances de cura.
Além disso, novas abordagens terapêuticas, como a “Chemo Free” (livre de quimioterapia), estão revolucionando o tratamento, proporcionando resultados promissores com menor toxicidade para os pacientes.
Inovação no tratamento de linfomas
Dr. Sérgio Fortier, oncologista do Instituto Paulista de Cancerologia (IPC), enfatiza a importância dessas inovações: “A possibilidade de diagnosticar o linfoma precocemente e utilizar tratamentos mais direcionados e menos tóxicos é um marco na oncologia. Isso não só melhora as taxas de sucesso do tratamento, mas também a qualidade de vida dos pacientes durante e após o tratamento.”
Uma das principais inovações nesse tratamento é a abordagem “Chemo Free”. Tradicionalmente, a quimioterapia citotóxica, muitas vezes combinada com radioterapia, tem sido a base do tratamento para linfomas. No entanto, essas modalidades têm limites em termos de eficácia e estão associadas a uma alta toxicidade.
O conhecimento biológico aprofundado dos linfomas permitiu o desenvolvimento de novas terapias com alta eficácia e menor perfil de toxicidade, como a imunoterapia e as terapias celulares.
No campo da imunoterapia, por exemplo, o uso de anticorpos monoclonais que atacam diretamente as células tumorais, como o Rituximabe, ou que forçam o sistema imunologico a lutar contea o linfoma, como o Nivolumabe, tem mostrado resultados impressionantes.
Além disso, a terapia com células T com receptor quimérico (CAR-T) representa um avanço significativo, utilizando os próprios linfócitos T do paciente, modificados geneticamente, para combater o câncer.
O médico acrescenta: “Essas novas modalidades terapêuticas, além de serem altamente eficazes, oferecem aos pacientes uma esperança renovada, especialmente para aqueles que, anteriormente, tinham opções limitadas de tratamento devido à toxicidade dos métodos convencionais.”
Linfomas, diagnósticos precoces com auxílio da tecnologia
No que diz respeito ao diagnóstico, a tecnologia também tem desempenhado um papel vital. A realização de biópsias guiadas por ultrassom ou tomografia, por exemplo, tornou o processo mais ágil, menos invasivo e com maior conforto para o paciente. Além disso, análises avançadas, como a citometria de fluxo e a biologia molecular, oferecem informações detalhadas sobre o linfoma, permitindo que os médicos personalizem o tratamento para cada caso.
Outra ferramenta crucial no acompanhamento do tratamento é a tomografia por emissão de prótons (PET-CT), que utiliza glicose marcada radioativamente para detectar a atividade metabólica do linfoma.
“A capacidade de avaliar rapidamente a resposta ao tratamento com o PET-CT é fundamental para ajustar a abordagem terapêutica em tempo real, aumentando as chances de cura ou minimizando os efeitos tóxicos em pacientes que respondem bem ao tratamento inicial”, explica o oncologista.
O IPC segue adotando essas tecnologias e inovações para oferecer o melhor cuidado possível aos seus pacientes.
A combinação de diagnóstico precoce e tratamento personalizado está redefinindo o futuro do tratamento de linfomas, trazendo esperança e novos horizontes para milhares de pessoas.
Sobre o Instituto Paulista de Cancerologia (IPC)
Com unidades localizadas na em Higienópolis, Alphaville Mooca e Osasco, o IPC Oncologia consolida-se como referência no tratamento do câncer.
Possui uma estrutura que reúne todos os requisitos necessários para oferecer a melhor medicina integrativa especializada no diagnóstico, no tratamento e no acompanhamento de pacientes oncológicos.
Além disso, oferece a melhor medicina integrativa especializada no diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pacientes com câncer, em todos os níveis de complexidade.
Dispõe de equipamentos com tecnologia de ponta, técnicas das mais modernas e equipes multidisciplinares. Até mesmo a ambientação dos espaços da oncologia, com cores e distribuição de móveis, foi preparada com a finalidade de acolher.